“E digo a esse meu amor que ainda não encontrei: se esbarre logo comigo, me suje de café para nos olharmos fundo nos olhos e sorrirmos desajeitados. Me salva, me salva. Me salva senão me mato de coisas que sinto saudade mas não sei o que é; me salva antes que eu suba numa cadeira e me enforque; me salva antes que eu me enterre na minha cama, beba da solidão e hiberne, afastando-me de todos estes inconvenientes que vão embora sem deixar ao menos uma lembrança boa. Meu amor que não sei quando vem, anota um bilhete pra mim e deixe as flores pelo caminho, que é pra eu lhe encontrar… porque ultimamente só tenho pisando em espinhos e minha loucura já ultrapassou-me por inteira.”